COMUNICADO IMPRENSA

Setembro 4th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

Presidente do Partido Social Democrata

Exmo. Senhor Pedro Passos Coelho

Após uma longa espera, chegou o momento dos Portugueses saberem o que penso de si como pessoa, como político e como responsável do Governo Português.

Termino, informando-o de que antes de si outros já tentaram o que o senhor tentou, todos eles passaram pelo poder efémero, e nós ainda aqui estamos, portanto que fique bem claro que não tenho, nem temos medo de si, mesmo vindo de alguém que poderá utilizar o poder do Estado, se é que não o fez já.

Como diz o POVO, quem não deve não teme, e quem não se defende ou quem não defende os seus quando atacado não é filho de boa gente!

Contráriamente a todos os que em 20 anos me tentaram “enterrar vivo”, pelo simples facto de defender os mais desprotegidos e não pactuar com políticas criminosas, como está a acontecer actualmente, eu nunca retirei 1 cêntimo da Associação Nacional dos Desempregados Portugueses, bem pelo contrário, investi o que possuía e mais do que isso, para além do meu trabalho pro bono ao serviço da Associação.

Para sua informação e das pessoas que tentaram e tentam destruir-me e consequentemente destruir a ANDP, contráriamente a todos vós, nunca vivi nem vivo à custa do erário público, nem a ANDP se sentou ou senta à mesa do orçamento, portanto quem nos ataca terá sempre a resposta à altura, e essa vai chegar no devido tempo e na forma que acharmos a mais adequada para a defesa dos interesses dos Portugueses, e em especial de todos os Desempregados.

Espero que tenha(m) percebido que em vez de tentar ou tentarem atacar a ANDP e a minha pessoa, o melhor seria governarem em prol do bem comum, é a melhor maneira de mostrarem que o dinheiro que sai do bolso dos Portugueses para o(s) sustentar(em) é bem empregue.

Este comunicado é um aviso para todos aqueles que directamente ou indirectamente tentem combater a ANDP, nenhum de vós conseguirá vencer-nos, e saibam que estaremos atentos e alerta para os combater, de todas as formas que consideremos adequadas, desde que enquadradas na legalidade democrática e constitucional.

 Com os meus melhores cumprimentos

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O Presidente da Direcção

José Cândido Ribas Sousa

 

Obs. O verdadeiro conteúdo deste comunicado ainda não está escrito, quando tivermos em nosso poder a informação solicitada, a quem de direito, o mesmo será acabado e aqui inserido.

Lei n.º 58/2012

Agosto 28th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

Lei n.º 58/2012

de 9 de Novembro

Regime extraordinário de proteção de devedores de crédito à habitação em situação económica muito difícil.
Para os interessados consultar no link abaixo a Lei que saiu em Diário da República, 1.ª série — N.º 217 — 9 de Novembro de 2012

https://dre.pt/pdf1sdip/2012/11/21700/0647306481.pdf

Crédito à habitação: Fiadores também podem aceder ao regime extraordinário

A nova lei foi publicada ontem, terça-feira, e há novas regras de proteção aos mutuários do crédito à habitação que facilitam as condições de acesso ao regime extraordinário pelos clientes bancários. Até agora, apenas os devedores podiam aceder a este regime extraordinário. 

Das mudanças da nova lei, destaca-se a situação dos fiadores, que passam a beneficiar das medidas previstas no regime extraordinário, se foram chamados a assumir as obrigações dos mutuários e demonstrarem que se encontram numa situação económica muito complicada. 

Para calcular a taxa de esforço do agregado familiar do fiador, as instituições de crédito devem considerar os encargos com o crédito garantido, mas, sobretudo, eventuais encargos associados a outros contratos de crédito, nos quais o fiador intervenha como mutuário. 

A proteção dos contratos de crédito por outras garantias reais, para além da hipoteca, ou pessoas também deixa de ser um impedimento de acesso a este regime. 

Os limites máximos previstos no valor patrimonial tributário dos imóveis foram, igualmente, aumentados: 

100 mil euros para imóveis com coeficiente de localização até 1,4, contra os 90 mil anteriores;

115 mil euros para imóveis com coeficiente de localização 1,5 e 2,4, contra os 105 mil anteriores;

130 mil euros para imóveis com coeficiente de localização entre 2,5 e 3,5 , contra os 120 mil anteriores.

Além disso, a nova lei ainda prevê que o valor patrimonial relevante para o acesso ao regime extraordinário é aquele que vigorar à data de apresentação do requerimento.

A ERA DA ROBOTIZAÇÃO ESTÁ AÍ …

Agosto 19th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

A ROBOTIZAÇÃO NO PRESENTE

Enquanto os governantes Portugueses e partidos ditos do arco do Poder com mentalidades tacanhas e ultrapassadas, no que concerne às reformas da segurança social, a realidade no que respeita à sustentabilidade da segurança social deverá ser analisada tendo em consideração o presente no mundo do trabalho, e é bom que os humanos tenham a noção que a realidade que é apresentada no vídeo abaixo não é um futuro distante, é a actualidade.

Portanto falar em sustentabilidade da segurança social ou em quaisquer reformas do mundo do trabalho partirá sempre deste pressuposto: O dinheiro para a sustentabilidade da vivência dos seres humanos, para que todos possam ter uma vida digna, deverá ser será fornecido por quem? E de onde virá esse dinheiro?

Nós achamos que só taxando o mundo empresarial pelo que facturam e não pelo número de funcionários que cada unidade empresarial terá será a saída, e como é óbvio taxar altamente os transacções financeiras, especialmente as especulativas, só assim os humanos que ficarão sem possibilidades de conseguirem qualquer ocupação profissional conseguirão viver, é o futuro e ainda bem que assim é, será sinal de progresso, assim as ditas elites políticas tenham a visão para em tempo útil efectuarem as respectivas reformas estruturais, o que a não acontecer irá transformar o planeta num lugar de guerrilha diária, e nessa altura nenhuma elite seja ela qual for viverá em paz.

Temos a hipótese de colocarmos a máquina ao nosso serviço e usufruir dessa mais valia para o bem comum, mas quem achar que pode capturar o seu semelhante e subjugá-lo em benefício próprio para além de não ser inteligente comprará uma guerra, quiçã a guerra que destruirá o ser humano, portanto tenham muito juízo os dirigentes mundiais e façam o que tem de ser feito.

 Os robots estão prestes a roubar-nos o emprego

 

Caros Associados, Desempregados e Apoiantes

Agosto 5th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

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CAROS ASSOCIADOS E APOIANTES

PEDIDO DE APOIO

Depois de 19 anos a trabalhar em prol dos Desempregados a ANDP precisa de si. Em todos estes anos nunca lhes pedimos ajuda, agora que os apoios financeiros concedidos pelo nosso Presidente e outras pessoas benfeitoras se esgotaram, precisamos do vosso apoio.

A ANDP precisa de uma nova sede, que queremos que seja a sede definitiva da ANDP. É igualmente urgente a contratação de um Técnico Oficial de Contas (obrigatório por lei), assim como um funcionário a tempo total.

Para a ANDP funcionar durante um ano com sede, despesas de água, luz, telecomunicações e outras, TOC e funcionário precisamos de 18 mil euros anuais. Este é o valor mínimo que nos permite manter a Associação em funcionamento durante 1 ano.

Mas claro que gostaríamos de ir mais longe.

Queremos contratar os serviços de um webmaster e ter fundo de maneio que nos permita ir a todos os Distritos do País. Para isso precisamos de um orçamento de 30 mil euros anuais.

Mas o ideal – para atingirmos os objectivos propostos no Plano de Actividades para 2014, e para sermos autónomos futuramente – teremos de conseguir 60 mil euros anuais. Com este orçamento, conseguimos visitar todos os Centros Emprego do País (são 84 no Continente), apresentar a ANDP, informar quem somos, o que fazemos e defendemos e para quem trabalhamos. Queremos dar a conhecer a ANDP, a única Associação Nacional de Desempregados Portugueses, de cidadãos para cidadãos, que nasceu para todos e onde o contributo de cada um é essencial, especialmente de todos os Desempregados. É que sem a ANDP a exigir junto do governo a alteração de políticas e a melhoria das condições de vida para os Desempregados nada se consegue, e pelo contrário cada vez retiram mais apoios a quem deles necessita. Se não existisse a ANDP a situação dos Desempregados ainda estaria pior seguramente, e temos de exigir a quem está no governo apoios para todos os Desempregados, sabendo-se que a grande maioria não recebe quaisquer apoios do Estado, contrariamente ao que seria expectável, ajude-nos agora para que o possamos ajudar também.

Visto que a ANDP não recebe qualquer apoio estatal ou de quaisquer outras instituições, e estar a reiniciar o processo de angariação de associados, precisamos de si para pôr em prática estes objetivos, fundamentais para a consolidação e crescimento da Associação, apoie-nos.

Por isso precisamos da vossa ajuda. Dê-nos o seu apoio fazendo-se sócio (a), ou com um donativo, que pode ser feito para a seguinte conta:

 

Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP)

Banco Internacional do Funchal – BANIF


NIB: 0038 0024 00256576771 35

IBAN: PT50 0038 0024 00256576771 35

BIC:BNIFPTPL

DESCRITIVO: Donativo ANDP

Ou através do Paypal:

PAYPAL

geral@andp.pt

 

A Direcção

 

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Junho 14th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Brevemente informação sobre conteúdos, datas, preços, etc!

Para os Desempregados interessados em se associarem à Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) aconselhamos o façam através deste link:

 http://www.andp.pt/ajudar-andp/ser-associado

“Podemos” o novo fenómeno em Espanha

Maio 30th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

“Podemos”

Torna-se no partido mais seguido nas redes sociais em Espanha

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O movimento cidadão espanhol “Podemos”, quarta força mais votada nas eleições europeias de domingo passado, tornou-se em menos de uma semana o partido mais seguido nas redes sociais em Espanha.

Com apenas quatro meses de vida, o fenómeno “Podemos” continua a marcar o debate político em Espanha, consolidando a sua presença nas redes sociais onde uma equipa voluntária de 15 estudantes administra a ‘marca’ política.

Tanto no Twitter (203 mil seguidores) como no Facebook (403 mil seguidos), o perfil do Podemos superou os do PP (141 mil) do PSOE (140 mil), da UPyD (83 mil) e da Esquerda Unida (63 mil).

“Ninguém relacionado com o mundo da comunicação esperava isto”, disse, citado pelo jornal El Pais, Gustava Entrala, criador da conta do papa no twitter e diretor da agência de comunicação 101.

O líder do “Podemos”, Pablo Iglesias, consolidou também a sua influência nas redes sociais, tanto em Espanha como no resto da Europa, com mais de 336 mil seguidores no twitter.

Alguns dos ‘tweets’ de Iglesias foram partilhados mais de 2.000 vezes o que implica que chegaram, potencialmente, a mais de 750 mil pessoas, números que nenhum partido espanhol conseguiu até agora.

A estratégia vem da campanha eleitoral quando a equipa de redes sociais da “Podemos” estudava que palavras e termos usar, muitos dos quais se tornaram ‘trending topics’, entre os mais comentados do dia na rede twitter.

Liderado por Pablo Iglesias, um professor universitário que nos últimos meses se tornou num dos comentadores mais críticos do actual modelo económico europeu, o movimento “Podemos” obteve 1,5 milhões de votos (9,86%) e conseguiu eleger seis deputados, no domingo.

Com apenas quatro meses de vida, o “Podemos” surge como um dos movimentos herdeiros dos protestos conhecidos como 15M, que durante vários meses ocuparam a Puerta del Sol em Madrid.

A surpresa do resultado suscitou já comentários de praticamente todos os partidos, com reacções que vão desde o insulto e crítica a ofertas de pactos políticos.

Chegou o momento …

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2014

Maio 23rd, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

ESCRUTÍNIO EUROPEIAS 2014

http://www.europeias2014.mai.gov.pt

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2014

COMUNICADO AOS CONCIDADÃOS DESEMPREGADOS

A pouco mais de 24 horas do próximo acto eleitoral “eleições europeias” cumpre-me na qualidade de responsável da Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) informar todos os Desempregados do que está em causa neste acto e as perguntas que cada um deverá fazer a si próprio para que vote em consciência, se essa for a sua vontade.

Em primeiro lugar deverá saber que a representatividade de Portugal no Parlamento Europeu não chega aos 3% da totalidade de deputados eleitos, e que os 21 deputados Portugueses que serão eleitos no próximo Domingo dia 25 de Maio de 2014, se seguirem os hábitos de votação dos seus anteriores colegas pouco ou praticamente nada alterarão o que quer que seja no dito Parlamento, quando se fala em subserviência dos nossos governantes em relação à Alemanha e seus círculos, convém que se alargue essa subserviência a todas as representações nacionais, quer seja no Parlamento Europeu quer sejam em quaisquer organismos da comunidade europeia, assim de facto é difícil que a estrutura política do edifício europeu seja alterado, mas vejam as votações dos nossos eurodeputados.

Sem Título

Em segundo lugar, deverão perguntar-se o que é que os partidos que compõem a maioria em Portugal e que estão directamente ligados a quem tem dirigido os destinos da Europa, fizeram a favor das economias mais frágeis, especialmente as economias do Sul da Europa, cujos Países são pejorativamente designados de “”PIGS” incluindo a nossa, para que o combate ao Desemprego fosse uma realidade efectiva, e as assimetrias sociais fossem combatidas.

Em terceiro lugar deverá perguntar-se se hoje você tem uma vida igual ou melhor do que tinha em 2011, ou mesmo se Portugal no seu todo está melhor do que estava antes de 2011, e para tanto deverá consultar algumas variáveis importantes, tais como: O défice público real está nos números que deveria estar depois de 3 anos de terror ao nível de impostos e de sofrimento dos Portugueses? A dívida pública está melhor ou pior? O défice comercial está melhor de facto, ou só baixou devido à situação de descalabro da nossa economia? As exportações cresceram horizontalmente na nossa economia, ou estão suportadas em não mais do que meia dúzia de empresas? A economia sofreu de facto uma reestruturação dos seus sectores produtivos ou foram abatidas empresas pelo simples facto de que não conseguiam crédito? O Estado foi reestruturado ou fizeram-se uns simples cortes à cega? Em suma: A sua vida está igual ou melhor do que estava em 2011? Vê um futuro promissor à sua frente para si e para os seus, ou pelo contrário está pior e não vê qualquer fumo branco no que respeita ao melhoramento da sua vida e dos seus,? Estas é que são as questões importantes, o resto é treta.

Só depois de ter todas as respostas, deverá decidir se vota e em que partido ou candidato. Se for votar e mesmo assim ainda tiver dúvidas pense sempre que em caso de dúvida o melhor é DAR o seu voto a algum candidato que pelo menos não faça parte daqueles que consecutivamente lhe têm prometido o Céu e a Terra, mas que lhe têm dado o inferno.

O seu voto se bem dirigido é uma arma poderosa, pense nisso antes de votar!

Associação Nacional dos Desempregados Portugueses

(ANDP)

O Presidente Direção

José Cândido Ribas Sousa

 

BOLSA EMPREGO PARA COLHEITA DO MIRTILO

Maio 19th, 2014 | Posted by José Ribas in Ofertas de Emprego - (Comentários desligados)

Poda do Mirtilo

Espaço de encontro entre procura e oferta de mão-de-obra

A disponibilidade de mão-de-obra na época da colheita do mirtilo é essencial para o sucesso de uma campanha.

A criação desta plataforma on-line pretende funcionar como uma bolsa de emprego para a colheita, um ponto de encontro entre quem procura mão-de-obra para o seu pomar e quem tem disponibilidade para participar na colheita do mirtilo.

Está interessado em:

 – Colaborar na colheita do Mirtilo?

 – Contratar colaboradores para a apanha do Mirtilo?

Preencha o formulário abaixo conforme o seu caso.

Formulário para Colaborar na Colheita

http://agim.pt/formulario-para-colaborar-na-colheita 

FORMULÁRIO PARA CONTRATAR COLABORADORES

CARTA REIVINDICATIVA

Maio 2nd, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

CARTA REIVINDICATIVA

I

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) exige que a Segurança Social nos entregue mensalmente, aquando o processamento dos subsídios de desemprego, 1 euro por cada subsídio de desemprego pago; A ANDP obriga-se a utilizar esses valores para Formação Profissional, criação de um Call Center de apoio aos desempregados, criar um Fundo de Solidariedade de Apoio aos Desempregados e ainda um Fundo Investimento de Apoio à Criação e Reestruturação de Empresas (FIACRE) , preferencialmente para startups e microempresas;

II

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) exige o acesso a um subsídio social para todos os Desempregados, independentemente da sua situação contributiva, que dignifique a pessoa humana, cujo valor não deverá ser inferior a 300,00 euros mensais;

III

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) passará a ter direito a designar para os Órgãos Diretivos do IEFP 2 elementos e 1 para cada Órgão Consultivo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), incluindo os Centros de Formação Profissional Conjunta e demais organismos, onde devam ter acento os legais representantes dos Desempregados, que é a Associação Nacional dos DEsempregados Portugueses (ANDP) e não outra qualquer instituição;

IV

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) passará a ter acento no Conselho Económico e Social (CES);

Associação Nacional dos Desempregados Portugueses
(ANDP)

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Constituição no Cartório Notarial da Póvoa de Varzim, em 16 de Março de 1995
Instituição sem Fins Lucrativos – Diário da República

Rendimento Básico Incondicional

Maio 1st, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

Rendimento Básico Incondicional

1. Universal: Em princípio, todas as pessoas, independentemente da idade, ascendência, local de residência, profissão, etc., têm direito a receber esta dotação. Reivindicamos, deste modo, um rendimento básico à escala europeia que seja garantido e incondicional.

2. Individual: Todas as mulheres, todos os homens, todas as crianças têm o direito a um rendimento básico numa base individual, e certamente que não numa base conjugal ou familiar. O Rendimento Básico Incondicional será independente das suas circunstâncias: do estatuto marital, configuração da família ou coabitação, ou do rendimento ou propriedade de outros membros do agregado familiar. Esta é a única forma de se assegurar a privacidade e de prevenir o controlo de uns indivíduos sobre outros, permitindo a cada pessoa tomar as suas próprias decisões.

3. Incondicional: Concebemos o rendimento básico como um direito humano que não deve estar dependente de quaisquer condições prévias, seja uma obrigação por parte do beneficiário de integrar um emprego pago, de se envolver em serviço comunitário ou de comportar-se de acordo com os papéis sociais tradicionais quanto ao género.

4. Suficientemente elevado: A quantia deve ser suficiente para garantir condições de vida decentes, que estejam de acordo com os padrões sociais e culturais do país em questão. Deve prevenir a pobreza material e garantir a oportunidade de participar na sociedade. Isto significa que o rendimento líquido deverá, no mínimo, estar ao nível de risco de pobreza de acordo com os padrões europeus, o que corresponde a 60% do denominado rendimento mediano por adulto equivalente. Especialmente em países nos quais a maioria aufira de rendimentos reduzidos, e em que por consequência o rendimento médio seja reduzido, um índice de referência alternativo (um cabaz de bens, por exemplo) deve ser usado para determinar o valor do rendimento básico, de modo a que este garanta uma vida com dignidade, segurança material e participação plena na sociedade.

Porquê

Nota: As justificações abaixo provêm do documento oficial
da Iniciativa Europeia para o Rendimento Básico Incondicional.

Como resultado dos atuais padrões de emprego e de sistemas de apoio ao rendimento inadequados (condicionais, dependentes da avaliação dos serviços estatais, não suficientemente elevados), julgamos essencial a introdução do Rendimento Básico Incondicional de modo a garantir os direitos fundamentais, especialmente a uma vida com dignidade, como enunciados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Acima de tudo, o Rendimento Básico incondicional ajudará a prevenir a pobreza e a assegurar a liberdade a cada indivíduo, a determinar a sua vida, e a fortalecer a participação de todos na sociedade.

O Rendimento Básico incondicional ajudará a evitar divisões sociais, debates baseados na inveja e na injúria e as suas consequências, assim como uma burocracia de controlo e inspeção superfluamente dispendiosa, repressiva e excludente. Enquanto pagamento por transferência livre de discriminação e estigmatização, o Rendimento Básico incondicional previne a pobreza oculta e diferentes tipos de doença.

O Rendimento Básico incondicional gera liberdade social, ajuda os cidadãos a identificarem-se com a União Europeia e garante os seus direitos políticos. Favorece a concretização dos direitos fundamentais. “A dignidade do ser humano constitui não só um direito fundamental em si mesma, mas também a própria base dos direitos fundamentais.” (Texto das anotações relativas ao texto integral da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia).

A introdução do Rendimento Básico incondicional e possíveis disposições introdutórias fazem parte das respetivas áreas de responsabilidade dos Estados Membros da União Europeia.

Existe um conjunto de estudos mostrando diferentes formas de financiar um Rendimento Básico Incondicional. Não sugerimos nenhum em específico mas veja a nossa bibliografia aqui.

Como financiar

Se um rendimento básico for incondicional, isto significa que é dado a todos os indivíduos, quer tenham ou não um trabalho remunerado, quer se encontrem acima do limiar de risco de pobreza e mesmo de um limiar de riqueza. Mas como financiar um rendimento a que todos têm direito? Em primeiro lugar o custo vai depender da quantia do rendimento, que não será certamente muito elevado, mantendo-se no entanto que esta deve ser suficiente para garantir condições de vida decentes de acordo com os padrões sociais e culturais dos países onde for implementada. Em segundo lugar, admitir que o financiamento dum RBI é possível e benéfico para a sociedade no seu todo não implica que não seja incontroverso em termos políticos, pois isso é o preço de qualquer decisão política significativa. No entanto, o facto de muitos economistas, incluindo cinco prémios Nobel, serem a favor da implementação dum RBI sugere que o seu financiamento é exequível. E de facto existe um conjunto de estudos mostrando diferentes formas de financiar um RBI.

Em Portugal, até hoje a experiência que existe mais próxima dum RBI é o pagamento de um rendimento mínimo garantido, criado durante o Governo socialista de António Guterres. Hoje o rendimento mínimo garantido tem outro nome: chama-se Rendimento Social de Inserção e consiste no pagamento de um rendimento mínimo a todos os indivíduos que não se integrem no circuito do trabalho e da subsistência social.

Também existiu durante o governo socialista de José Sócrates a intenção de implementar uma medida de incentivo à natalidade, a “Conta Poupança Futuro”, atribuindo um cheque-bebé de 200 euros por cada criança nascida. Mas esta medida não chegou a ser implementada, apesar de ter sido aprovada no Conselho de Ministros, contrariamente às medidas similares implementadas em Espanha (o Cheque bebé, atribuindo aos pais de cada criança nascida 2500 euros, mas esta medida, implementada em 2007, deixou de existir em 2011) assim como na Grã-Bretanha (Child Fund Trust). Estas medidas, apesar de terem um valor mais modesto, estão mais próximas dum RBI do que do RSI, já que no RSI não existe incondicionalidade no pagamento.

Para que o financiamento em Portugal dum RBI seja exequível devemos salientar que o financiamento teria de ser em parte europeu, como por exemplo sugere Philippe Van Parijs na sua recente proposta de financiamento dum euro dividendo. Na bibliografia infra juntamos as publicações mais significativas sobre como financiar um RBI.

Implementação

Exemplos de implementação de RBI

Um dos problemas das transferências de prestações sociais sujeitas a condições de recursos, além de serem humilhantes e estigmatizantes para quem as recebe, é precisamente o de manterem quem as recebe na “armadilha da pobreza”. Ora o RBI pode em parte ser justificado como instrumento de eliminação desta  armadilha, pois ao não ser retirado quando as pessoas conseguem um emprego, motiva-as a procurarem-no e a elevarem o seu nível de vida, acumulando o RBI com o salário do trabalho remunerado. Do ponto de vista dos incentivos ao trabalho, podemos afirmar que os estudos empíricos já feitos provam que as pessoas não deixam de trabalhar com um RBI.

A investigação mais recente em relação às consequências da implementação de um RBI indica que as transferências de dinheiro incondicionais têm resultados muito positivos nas vidas das pessoas que o recebem. Como escrevem Hanlon et al. a propósito deste tema e apoiando-se em experiências recentes:

Quatro conclusões emergem frequentemente: estes programas são acessíveis, os destinatários usam bem o dinheiro e não o desperdiçam, as doações em dinheiro são uma maneira eficiente de reduzir directamente a pobreza actual, e têm o potencial de prevenir a pobreza futura, facilitando o crescimento económico e promovendo o desenvolvimento humano. (in Joseph Hanlon, Armando Barrientos, David Hulme, Just Give Money to the Poor: The Development Revolution from the Global South, Kumarian Press, 2010. 2010: 2)

Sobre este ponto, a leitura deste estudo elaborado pelo UK Department for International Development é instrutiva. Também instrutivos são os resultados obtidos pela ONG Give Directly; assim como o artigo recente no The Economist, “Pennies from heaven”.

A ideia de que o RBI pode incentivar à preguiça corresponde sobretudo a um preconceito cultural e social, e não a uma verdade empiricamente comprovada. Os estudos empíricos realizados em vários países com o objectivo de averiguar a objectividade desta concepção, demonstraram que entre as pessoas que recebem um RBI e têm um trabalho remunerado apenas um número reduzido opta por mudar de trabalho e as que o fazem é com o objectivo de encontrar um trabalho que corresponda mais às suas capacidades e gostos. Vide alguns desses resultados, no Alaska;BrasilCanadáÍndiaIrãoNamíbia.

Exemplo no Brasil:

Na seguinte página encontram-se publicações do ReCivitas que foram apresentadas no Congresso da ISTR Johns Hopkins University em Siena e na BIEN Munich em 2012, bem como relatórios que foram feitos para a Ritsumeikan University no Japão, onde a ReCivitas foi convidada a palestrar: http://recivitas.org/category/recivitas/

Também está disponível para consulta a seguinte publicação do Basic Income Canada Network, que fala do projeto BIG em Quatinga Velho: Basic Income Programs and Pilots (2014).