COMUNICADO

Outubro 15th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

COMUNICADO IMPRENSA

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) informa os concidadãos Portugueses e em especial os Desempregados, que depois de uma consulta a vários partidos políticos e movimentos sem acento parlamentar, decidiu o seguinte:

  • Fazer-se representar numa força política própria (que será criada para o efeito), onde se apresentará a sufrágio nas próximas eleições legislativas de 2015.

Esta nossa decisão deriva da constatação de que nenhum partido ou movimento político por nós contactado poderia defender os interesses dos desempregados, quer na forma quer no conteúdo, todos sem excepção não se diferenciam muito dos partidos actualmente representados na Assembleia da República, é a nossa análise.

Em quase 20 anos de vida que leva esta instituição, e com o conhecimento que temos  da estrutura organizacional do nosso País, temos a convicção alicerçada em factos, que nada de substância irá ser alterado se nas próximas eleições legislativas vencer qualquer dos dois partidos políticos que têm governado Portugal, seja com maiorias absolutas seja com coligações, o PSD e o PS estarão sempre condicionados pelas suas estruturas de apoio (os verdadeiros mandantes), que exigirão sempre o seu quinhão na repartição de lugares e de benesses, não há volta a dar a esta situação do denominado bloco central, é assim, ponto.

Assim sendo, chegamos à conclusão que teríamos de criar algum partido ou movimento político que não estivesse dependente de quaisquer interesses, fosse quais fossem e viessem de onde viessem, que fosse diferente na forma e nos objectivos, e que representasse condignamente mais ou menos 10% da população Portuguesa, é isso que vamos criar, pois já não acreditamos que se não formos nós a defendermo-nos ninguém o fará.

Podemos desde já adiantar que em termos da principal diferenciação, a força política que irá ser criada, caso atinja os seus objectivos, doará todo o valor das subvenções públicas à ANDP, valores que serão canalizados na íntegra para dois dos nossos projectos que consideramos mais importantes, e que estão em stand by por falta de verbas, em concreto o nosso Fundo de Solidariedade de Apoio aos Desempregados http://www.andp.pt/apoios-e-incentivos/fundo-de-solidariedade-de-apoio-aos-desempregados e o nosso Fundo Especial de Investimento http://www.andp.pt/apoios-e-incentivos/fundo-especial-de-investimento desta forma o valor respeitante a cada voto dos Desempregados ou de qualquer Português será aplicado directamente em acções de solidariedade ou de criação de postos de trabalho, será reinvestido para o desenvolvimento integrado do País e directamente nas populações mais fragilizadas e carenciadas.

A partir deste momento os Desempregados sabem que irá existir uma entidade política que os defenda e represente, que lutará especialmente por eles.

logotipo_andp

O Presidente Direcção

José Cândido Ribas Sousa

Lei n.º 58/2012

Agosto 28th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

Lei n.º 58/2012

de 9 de Novembro

Regime extraordinário de proteção de devedores de crédito à habitação em situação económica muito difícil.
Para os interessados consultar no link abaixo a Lei que saiu em Diário da República, 1.ª série — N.º 217 — 9 de Novembro de 2012

https://dre.pt/pdf1sdip/2012/11/21700/0647306481.pdf

Crédito à habitação: Fiadores também podem aceder ao regime extraordinário

A nova lei foi publicada ontem, terça-feira, e há novas regras de proteção aos mutuários do crédito à habitação que facilitam as condições de acesso ao regime extraordinário pelos clientes bancários. Até agora, apenas os devedores podiam aceder a este regime extraordinário. 

Das mudanças da nova lei, destaca-se a situação dos fiadores, que passam a beneficiar das medidas previstas no regime extraordinário, se foram chamados a assumir as obrigações dos mutuários e demonstrarem que se encontram numa situação económica muito complicada. 

Para calcular a taxa de esforço do agregado familiar do fiador, as instituições de crédito devem considerar os encargos com o crédito garantido, mas, sobretudo, eventuais encargos associados a outros contratos de crédito, nos quais o fiador intervenha como mutuário. 

A proteção dos contratos de crédito por outras garantias reais, para além da hipoteca, ou pessoas também deixa de ser um impedimento de acesso a este regime. 

Os limites máximos previstos no valor patrimonial tributário dos imóveis foram, igualmente, aumentados: 

100 mil euros para imóveis com coeficiente de localização até 1,4, contra os 90 mil anteriores;

115 mil euros para imóveis com coeficiente de localização 1,5 e 2,4, contra os 105 mil anteriores;

130 mil euros para imóveis com coeficiente de localização entre 2,5 e 3,5 , contra os 120 mil anteriores.

Além disso, a nova lei ainda prevê que o valor patrimonial relevante para o acesso ao regime extraordinário é aquele que vigorar à data de apresentação do requerimento.

A ERA DA ROBOTIZAÇÃO ESTÁ AÍ …

Agosto 19th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

A ROBOTIZAÇÃO NO PRESENTE

Enquanto os governantes Portugueses e partidos ditos do arco do Poder com mentalidades tacanhas e ultrapassadas, no que concerne às reformas da segurança social, a realidade no que respeita à sustentabilidade da segurança social deverá ser analisada tendo em consideração o presente no mundo do trabalho, e é bom que os humanos tenham a noção que a realidade que é apresentada no vídeo abaixo não é um futuro distante, é a actualidade.

Portanto falar em sustentabilidade da segurança social ou em quaisquer reformas do mundo do trabalho partirá sempre deste pressuposto: O dinheiro para a sustentabilidade da vivência dos seres humanos, para que todos possam ter uma vida digna, deverá ser será fornecido por quem? E de onde virá esse dinheiro?

Nós achamos que só taxando o mundo empresarial pelo que facturam e não pelo número de funcionários que cada unidade empresarial terá será a saída, e como é óbvio taxar altamente os transacções financeiras, especialmente as especulativas, só assim os humanos que ficarão sem possibilidades de conseguirem qualquer ocupação profissional conseguirão viver, é o futuro e ainda bem que assim é, será sinal de progresso, assim as ditas elites políticas tenham a visão para em tempo útil efectuarem as respectivas reformas estruturais, o que a não acontecer irá transformar o planeta num lugar de guerrilha diária, e nessa altura nenhuma elite seja ela qual for viverá em paz.

Temos a hipótese de colocarmos a máquina ao nosso serviço e usufruir dessa mais valia para o bem comum, mas quem achar que pode capturar o seu semelhante e subjugá-lo em benefício próprio para além de não ser inteligente comprará uma guerra, quiçã a guerra que destruirá o ser humano, portanto tenham muito juízo os dirigentes mundiais e façam o que tem de ser feito.

 Os robots estão prestes a roubar-nos o emprego

 

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2014

Maio 23rd, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

ESCRUTÍNIO EUROPEIAS 2014

http://www.europeias2014.mai.gov.pt

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2014

COMUNICADO AOS CONCIDADÃOS DESEMPREGADOS

A pouco mais de 24 horas do próximo acto eleitoral “eleições europeias” cumpre-me na qualidade de responsável da Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) informar todos os Desempregados do que está em causa neste acto e as perguntas que cada um deverá fazer a si próprio para que vote em consciência, se essa for a sua vontade.

Em primeiro lugar deverá saber que a representatividade de Portugal no Parlamento Europeu não chega aos 3% da totalidade de deputados eleitos, e que os 21 deputados Portugueses que serão eleitos no próximo Domingo dia 25 de Maio de 2014, se seguirem os hábitos de votação dos seus anteriores colegas pouco ou praticamente nada alterarão o que quer que seja no dito Parlamento, quando se fala em subserviência dos nossos governantes em relação à Alemanha e seus círculos, convém que se alargue essa subserviência a todas as representações nacionais, quer seja no Parlamento Europeu quer sejam em quaisquer organismos da comunidade europeia, assim de facto é difícil que a estrutura política do edifício europeu seja alterado, mas vejam as votações dos nossos eurodeputados.

Sem Título

Em segundo lugar, deverão perguntar-se o que é que os partidos que compõem a maioria em Portugal e que estão directamente ligados a quem tem dirigido os destinos da Europa, fizeram a favor das economias mais frágeis, especialmente as economias do Sul da Europa, cujos Países são pejorativamente designados de “”PIGS” incluindo a nossa, para que o combate ao Desemprego fosse uma realidade efectiva, e as assimetrias sociais fossem combatidas.

Em terceiro lugar deverá perguntar-se se hoje você tem uma vida igual ou melhor do que tinha em 2011, ou mesmo se Portugal no seu todo está melhor do que estava antes de 2011, e para tanto deverá consultar algumas variáveis importantes, tais como: O défice público real está nos números que deveria estar depois de 3 anos de terror ao nível de impostos e de sofrimento dos Portugueses? A dívida pública está melhor ou pior? O défice comercial está melhor de facto, ou só baixou devido à situação de descalabro da nossa economia? As exportações cresceram horizontalmente na nossa economia, ou estão suportadas em não mais do que meia dúzia de empresas? A economia sofreu de facto uma reestruturação dos seus sectores produtivos ou foram abatidas empresas pelo simples facto de que não conseguiam crédito? O Estado foi reestruturado ou fizeram-se uns simples cortes à cega? Em suma: A sua vida está igual ou melhor do que estava em 2011? Vê um futuro promissor à sua frente para si e para os seus, ou pelo contrário está pior e não vê qualquer fumo branco no que respeita ao melhoramento da sua vida e dos seus,? Estas é que são as questões importantes, o resto é treta.

Só depois de ter todas as respostas, deverá decidir se vota e em que partido ou candidato. Se for votar e mesmo assim ainda tiver dúvidas pense sempre que em caso de dúvida o melhor é DAR o seu voto a algum candidato que pelo menos não faça parte daqueles que consecutivamente lhe têm prometido o Céu e a Terra, mas que lhe têm dado o inferno.

O seu voto se bem dirigido é uma arma poderosa, pense nisso antes de votar!

Associação Nacional dos Desempregados Portugueses

(ANDP)

O Presidente Direção

José Cândido Ribas Sousa

 

BOLSA EMPREGO PARA COLHEITA DO MIRTILO

Maio 19th, 2014 | Posted by José Ribas in Ofertas de Emprego - (Comentários desligados)

Poda do Mirtilo

Espaço de encontro entre procura e oferta de mão-de-obra

A disponibilidade de mão-de-obra na época da colheita do mirtilo é essencial para o sucesso de uma campanha.

A criação desta plataforma on-line pretende funcionar como uma bolsa de emprego para a colheita, um ponto de encontro entre quem procura mão-de-obra para o seu pomar e quem tem disponibilidade para participar na colheita do mirtilo.

Está interessado em:

 – Colaborar na colheita do Mirtilo?

 – Contratar colaboradores para a apanha do Mirtilo?

Preencha o formulário abaixo conforme o seu caso.

Formulário para Colaborar na Colheita

http://agim.pt/formulario-para-colaborar-na-colheita 

FORMULÁRIO PARA CONTRATAR COLABORADORES

CARTA REIVINDICATIVA

Maio 2nd, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

CARTA REIVINDICATIVA

I

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) exige que a Segurança Social nos entregue mensalmente, aquando o processamento dos subsídios de desemprego, 1 euro por cada subsídio de desemprego pago; A ANDP obriga-se a utilizar esses valores para Formação Profissional, criação de um Call Center de apoio aos desempregados, criar um Fundo de Solidariedade de Apoio aos Desempregados e ainda um Fundo Investimento de Apoio à Criação e Reestruturação de Empresas (FIACRE) , preferencialmente para startups e microempresas;

II

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) exige o acesso a um subsídio social para todos os Desempregados, independentemente da sua situação contributiva, que dignifique a pessoa humana, cujo valor não deverá ser inferior a 300,00 euros mensais;

III

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) passará a ter direito a designar para os Órgãos Diretivos do IEFP 2 elementos e 1 para cada Órgão Consultivo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), incluindo os Centros de Formação Profissional Conjunta e demais organismos, onde devam ter acento os legais representantes dos Desempregados, que é a Associação Nacional dos DEsempregados Portugueses (ANDP) e não outra qualquer instituição;

IV

A Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP) passará a ter acento no Conselho Económico e Social (CES);

Associação Nacional dos Desempregados Portugueses
(ANDP)

logotipo_andp.gif
Constituição no Cartório Notarial da Póvoa de Varzim, em 16 de Março de 1995
Instituição sem Fins Lucrativos – Diário da República

Rendimento Básico Incondicional

Maio 1st, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

Rendimento Básico Incondicional

1. Universal: Em princípio, todas as pessoas, independentemente da idade, ascendência, local de residência, profissão, etc., têm direito a receber esta dotação. Reivindicamos, deste modo, um rendimento básico à escala europeia que seja garantido e incondicional.

2. Individual: Todas as mulheres, todos os homens, todas as crianças têm o direito a um rendimento básico numa base individual, e certamente que não numa base conjugal ou familiar. O Rendimento Básico Incondicional será independente das suas circunstâncias: do estatuto marital, configuração da família ou coabitação, ou do rendimento ou propriedade de outros membros do agregado familiar. Esta é a única forma de se assegurar a privacidade e de prevenir o controlo de uns indivíduos sobre outros, permitindo a cada pessoa tomar as suas próprias decisões.

3. Incondicional: Concebemos o rendimento básico como um direito humano que não deve estar dependente de quaisquer condições prévias, seja uma obrigação por parte do beneficiário de integrar um emprego pago, de se envolver em serviço comunitário ou de comportar-se de acordo com os papéis sociais tradicionais quanto ao género.

4. Suficientemente elevado: A quantia deve ser suficiente para garantir condições de vida decentes, que estejam de acordo com os padrões sociais e culturais do país em questão. Deve prevenir a pobreza material e garantir a oportunidade de participar na sociedade. Isto significa que o rendimento líquido deverá, no mínimo, estar ao nível de risco de pobreza de acordo com os padrões europeus, o que corresponde a 60% do denominado rendimento mediano por adulto equivalente. Especialmente em países nos quais a maioria aufira de rendimentos reduzidos, e em que por consequência o rendimento médio seja reduzido, um índice de referência alternativo (um cabaz de bens, por exemplo) deve ser usado para determinar o valor do rendimento básico, de modo a que este garanta uma vida com dignidade, segurança material e participação plena na sociedade.

Porquê

Nota: As justificações abaixo provêm do documento oficial
da Iniciativa Europeia para o Rendimento Básico Incondicional.

Como resultado dos atuais padrões de emprego e de sistemas de apoio ao rendimento inadequados (condicionais, dependentes da avaliação dos serviços estatais, não suficientemente elevados), julgamos essencial a introdução do Rendimento Básico Incondicional de modo a garantir os direitos fundamentais, especialmente a uma vida com dignidade, como enunciados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Acima de tudo, o Rendimento Básico incondicional ajudará a prevenir a pobreza e a assegurar a liberdade a cada indivíduo, a determinar a sua vida, e a fortalecer a participação de todos na sociedade.

O Rendimento Básico incondicional ajudará a evitar divisões sociais, debates baseados na inveja e na injúria e as suas consequências, assim como uma burocracia de controlo e inspeção superfluamente dispendiosa, repressiva e excludente. Enquanto pagamento por transferência livre de discriminação e estigmatização, o Rendimento Básico incondicional previne a pobreza oculta e diferentes tipos de doença.

O Rendimento Básico incondicional gera liberdade social, ajuda os cidadãos a identificarem-se com a União Europeia e garante os seus direitos políticos. Favorece a concretização dos direitos fundamentais. “A dignidade do ser humano constitui não só um direito fundamental em si mesma, mas também a própria base dos direitos fundamentais.” (Texto das anotações relativas ao texto integral da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia).

A introdução do Rendimento Básico incondicional e possíveis disposições introdutórias fazem parte das respetivas áreas de responsabilidade dos Estados Membros da União Europeia.

Existe um conjunto de estudos mostrando diferentes formas de financiar um Rendimento Básico Incondicional. Não sugerimos nenhum em específico mas veja a nossa bibliografia aqui.

Como financiar

Se um rendimento básico for incondicional, isto significa que é dado a todos os indivíduos, quer tenham ou não um trabalho remunerado, quer se encontrem acima do limiar de risco de pobreza e mesmo de um limiar de riqueza. Mas como financiar um rendimento a que todos têm direito? Em primeiro lugar o custo vai depender da quantia do rendimento, que não será certamente muito elevado, mantendo-se no entanto que esta deve ser suficiente para garantir condições de vida decentes de acordo com os padrões sociais e culturais dos países onde for implementada. Em segundo lugar, admitir que o financiamento dum RBI é possível e benéfico para a sociedade no seu todo não implica que não seja incontroverso em termos políticos, pois isso é o preço de qualquer decisão política significativa. No entanto, o facto de muitos economistas, incluindo cinco prémios Nobel, serem a favor da implementação dum RBI sugere que o seu financiamento é exequível. E de facto existe um conjunto de estudos mostrando diferentes formas de financiar um RBI.

Em Portugal, até hoje a experiência que existe mais próxima dum RBI é o pagamento de um rendimento mínimo garantido, criado durante o Governo socialista de António Guterres. Hoje o rendimento mínimo garantido tem outro nome: chama-se Rendimento Social de Inserção e consiste no pagamento de um rendimento mínimo a todos os indivíduos que não se integrem no circuito do trabalho e da subsistência social.

Também existiu durante o governo socialista de José Sócrates a intenção de implementar uma medida de incentivo à natalidade, a “Conta Poupança Futuro”, atribuindo um cheque-bebé de 200 euros por cada criança nascida. Mas esta medida não chegou a ser implementada, apesar de ter sido aprovada no Conselho de Ministros, contrariamente às medidas similares implementadas em Espanha (o Cheque bebé, atribuindo aos pais de cada criança nascida 2500 euros, mas esta medida, implementada em 2007, deixou de existir em 2011) assim como na Grã-Bretanha (Child Fund Trust). Estas medidas, apesar de terem um valor mais modesto, estão mais próximas dum RBI do que do RSI, já que no RSI não existe incondicionalidade no pagamento.

Para que o financiamento em Portugal dum RBI seja exequível devemos salientar que o financiamento teria de ser em parte europeu, como por exemplo sugere Philippe Van Parijs na sua recente proposta de financiamento dum euro dividendo. Na bibliografia infra juntamos as publicações mais significativas sobre como financiar um RBI.

Implementação

Exemplos de implementação de RBI

Um dos problemas das transferências de prestações sociais sujeitas a condições de recursos, além de serem humilhantes e estigmatizantes para quem as recebe, é precisamente o de manterem quem as recebe na “armadilha da pobreza”. Ora o RBI pode em parte ser justificado como instrumento de eliminação desta  armadilha, pois ao não ser retirado quando as pessoas conseguem um emprego, motiva-as a procurarem-no e a elevarem o seu nível de vida, acumulando o RBI com o salário do trabalho remunerado. Do ponto de vista dos incentivos ao trabalho, podemos afirmar que os estudos empíricos já feitos provam que as pessoas não deixam de trabalhar com um RBI.

A investigação mais recente em relação às consequências da implementação de um RBI indica que as transferências de dinheiro incondicionais têm resultados muito positivos nas vidas das pessoas que o recebem. Como escrevem Hanlon et al. a propósito deste tema e apoiando-se em experiências recentes:

Quatro conclusões emergem frequentemente: estes programas são acessíveis, os destinatários usam bem o dinheiro e não o desperdiçam, as doações em dinheiro são uma maneira eficiente de reduzir directamente a pobreza actual, e têm o potencial de prevenir a pobreza futura, facilitando o crescimento económico e promovendo o desenvolvimento humano. (in Joseph Hanlon, Armando Barrientos, David Hulme, Just Give Money to the Poor: The Development Revolution from the Global South, Kumarian Press, 2010. 2010: 2)

Sobre este ponto, a leitura deste estudo elaborado pelo UK Department for International Development é instrutiva. Também instrutivos são os resultados obtidos pela ONG Give Directly; assim como o artigo recente no The Economist, “Pennies from heaven”.

A ideia de que o RBI pode incentivar à preguiça corresponde sobretudo a um preconceito cultural e social, e não a uma verdade empiricamente comprovada. Os estudos empíricos realizados em vários países com o objectivo de averiguar a objectividade desta concepção, demonstraram que entre as pessoas que recebem um RBI e têm um trabalho remunerado apenas um número reduzido opta por mudar de trabalho e as que o fazem é com o objectivo de encontrar um trabalho que corresponda mais às suas capacidades e gostos. Vide alguns desses resultados, no Alaska;BrasilCanadáÍndiaIrãoNamíbia.

Exemplo no Brasil:

Na seguinte página encontram-se publicações do ReCivitas que foram apresentadas no Congresso da ISTR Johns Hopkins University em Siena e na BIEN Munich em 2012, bem como relatórios que foram feitos para a Ritsumeikan University no Japão, onde a ReCivitas foi convidada a palestrar: http://recivitas.org/category/recivitas/

Também está disponível para consulta a seguinte publicação do Basic Income Canada Network, que fala do projeto BIG em Quatinga Velho: Basic Income Programs and Pilots (2014).

Nobel da Economia aconselha alívio fiscal e consensos em Portugal

Março 27th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

Nobel da Economia aconselha alívio fiscal e consensos em Portugal

O Nobel da Economia de 2013 defende que Portugal tem impostos demasiado elevados e que a economia só vai voltar a crescer com um alívio fiscal. Em entrevista à SIC, Lars Peter Hansen diz que, mais importante do que decidir se o país precisa ou não de um programa cautelar, é encontrar consensos políticos.

Mais de 10% dos portugueses vivem em privação material severa

Março 24th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

O número de portugueses que não conseguem pagar a renda, comer uma refeição de carne e peixe ou aquecer a casa, cresceu no ano passado em relação a 2012, atingindo 10,9 por cento da população, revela o INE.

Mais de 10% dos portugueses vivem em privação material severa
Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), feito em 2013 com base nos rendimentos de 2012, a população portuguesa que vivia em situação de privação material severa passou de 8,6 por cento em 2012 para 10,9 por cento no ano passado.
Considera-se privação material severa quando um agregado não tem acesso a pelo menos quatro de uma lista de nove itens relacionados com necessidades económicas e bens duráveis.
Na lista incluem itens como atrasos no pagamento de rendas, empréstimos ou despesas correntes da casa, não conseguir comer uma refeição de carne e peixe de dois em dois dias, não ter carro, televisão ou máquina de lavar roupa ou não conseguir fazer face ao pagamento de uma despesa inesperada, entre outros.
No mesmo período, 25,5 por cento (21,8 por cento em 2012) dos portugueses vivia em privação material, ou seja, sem condições financeiras para responder a três das nove necessidades da lista.
Destes, 59,8 por cento não tinha capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa, 43,2 por cento não conseguiam assegurar o pagamento imediato de uma despesa inesperada próxima de 400 euros e 28,0 por cento não conseguia manter a casa adequadamente aquecida.
O INE analisou ainda o risco de pobreza ou exclusão social em agregados de intensidade laboral per capita muito reduzida – menos de 20 por cento do tempo de trabalho possível – ou em privatização material severa, adiantando que em 2013 este atingia 27,4 por cento da população, mais dois pontos percentuais do que no período homólogo anterior.
A privação material foi ainda em 2013 o tema do módulo de recolha de dados sobre as condições de vida constante do inquérito, repetindo um tema já analisado em 2009.
Os dados revelam que 20,5 por cento da população com mais de 15 anos não teve em 2013 possibilidade de substituir a roupa usada por alguma roupa nova por causa das dificuldades económicas, valor que aumentou face a 2009, quando 17,2 por cento das pessoas não o podiam fazer.
As dificuldades económicas foram também indicadas por 15,3 por cento das pessoas para não se encontrarem com amigos ou familiares para uma bebida ou refeição pelo menos uma vez por mês, por 21,0 por cento para não participarem regularmente numa atividade de lazer e por 18,9 por cento para não gastarem semanalmente uma pequena quantia de dinheiro consigo próprias.
Ainda assim, nestes três aspetos o INE regista melhorias relativamente a 2009.
O módulo recolheu também informação sobre a impossibilidade de satisfazer as necessidades básicas educativas e de lazer das crianças (01 aos 15 anos), registando uma melhoria das condições das crianças relativamente a 2009.
Ainda assim, 24 por cento das crianças não tinham atividades extracurriculares regulares (27,3 em 2009), 14,3 por cento não podia substituir a roupa usada por nova (14,1 em 2009), 13, 1 por cento não podiam convidar de vez em quando amigos para brincarem ou comerem juntos (20 por cento em 2009) e 12,1 por cento não podiam participar em viagens e eventos escolares não gratuitos (13 por cento em 2009).
Considerando simultaneamente 18 itens de privação que afetam as crianças, os dados do INE revelam que a falta de pelo menos três itens afetava 45,7 por cento das crianças e a falta de cinco atingia 27,3 por cento.

O triunfo dos falhados

Março 24th, 2014 | Posted by José Ribas in Notícias - (Comentários desligados)

737925

Há em Portugal um pequeno grupo de indivíduos que Portugal quer desesperadamente ouvir sobre o futuro. Este grupo passa hoje a vida na televisão e nos jornais, com ou sem espaço próprio, e, fora disso, é fatal em qualquer conferência, encontro, simpósio ou debate que por aí se faça na universidade e nos partidos.
Quem são os génios que adquiriram um prestígio que vai do povinho iletrado da TVI, da RTP ou da SIC, às maiores sumidades do país? São, como seria de calcular, os ministros das finanças que magistralmente nos levaram à bancarrota e à miséria. Não sei ou não percebo por que razão esse fracasso lhes deu uma autoridade para falar sobre o desastre a que presidiram. Mas que deu, com certeza que deu; e eles assoprados pela sua importância, não se importam de o usar.
Tirando Cadilhe, que tem juízo, e Sousa Franco, que já morreu, a espécie não se poupa. Vítor Gaspar, Teixeira dos Santos, Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite, Catroga, Cavaco (que não se demitiu do seu penacho de economista lá por ser primeiro-ministro e Presidente da República), nenhum deles pára. Acordamos com os conselhos da seita, adormecemos com as suas profundas profecias. O facto de quase sempre se enganarem e de sempre revelarem com emoção e tremor aquilo que é óbvio para toda a gente não os perturba, nem perturba o público que os venera e ouve. A felicidade da vida deles não se explica: entram com foguetes, “governam” no meio de uma contínua gritaria e saem (enquanto não entram em grandes lugares) para uma espécie de nuvem, donde arengam as massas e criticam com azedume os predecessores.
Quem não inveja este extraordinário estatuto? Nem uma alminha lhes pede responsabilidades, nem um miserável inspector (e centenas trabalham para as finanças, perseguindo o pequeno trafulha) recebe a melancólica incumbência de examinar o que eles fizeram ou não fizeram. O parlamento na sua incurável e perpétua desordem não se interessa muito pelo passado. Os ministros, que espatifaram o nosso dinheiro ou consentiram que ele se espatifasse, podem por isso gozar, sem sequer uma estadia no purgatório, de uma doce existência, que a Pátria acha que eles merecem. O Presidente da República e o primeiro-ministro pretendem que “lá fora” nos levem a sério. Mas se “lá fora”  alguém olhar com atenção para a lista dos nossos ministros das Finanças, conclui com certeza que este é um país burlesco.